O PURAQUÉ

NOVA SÉRIE DO BLOG – AS FAZENDAS DAS COISAS DE FLORÂNIA

Uma das vistas mais deslumbrante da sede da nossa querida Florânia, está localizada na sede da Fazenda Puraqué, que hoje pertence à Família Nobre. Família essa uma das responsáveis pelo desenvolvimento político municipal.

No ano de 2001 tive uma rápida oportunidade de conhecer a sede da fazenda Puraqué e lá fiquei encantado com a vista linda da nossa cidade, pude observar que ali se encontrava um dos mais belos mirantes de Florânia. Espero que todos que ali passam ou visitam sintam a PAZ que aquela vista propicia aos olhos de quem a contempla.

Mas o que eu quero apresentar através desse texto é o verdadeiro significado para a palavra PURAQUÉ.

No contexto popular floraniense, o nome Puraqué vem de tempos remotos, quando seus primeiros habitantes se referiam a uma estória sobre um homem, que estava passando pela aquela região do Puraqué na hora do almoço e que foi convidado pelo dono da casa para almoçar:

Bom dia amigo, o que fazes por essas banda? Perguntando o dono da casa. Vamo entrar, o almoço já tá na mesa, mas vou logo lhe dizendo: QUE SÓ TEM FAVA PURA, QUÉ? 

E assim criou-se estória popular para o nome Puraqué.

Porém, em seu livro Nomes da Terra (1968), Luís da Câmara Cascudo registra da seguinte maneira:

PURAQUÉ – Lugar em Florânia. De pora-qué, a gente adormece ou entorpece. É o peixe elétrico, Gymonotus alectricus,. Piraqué, Pora-quê(TS).

E a título de informação mais profunda o Poraquê (Electrophorus electricus) é espécie de peixe actinopterígio, gimnotiforme, que pode chegar a três metros de comprimento, e a cerca de trinta quilogramas, sendo uma das conhecidas espécies de peixe-elétrico, com capacidade de geração elétrica que varia de cerca de 300 volts a cerca de 0,5 ampere até cerca de 1.500 volts a cerca de 3 amperes.

“Poraquê” vem da língua indígena tupi, e significa “o que faz dormir” ou “o que entorpece”, dado às descargas elétricas que produz.

Também chamado de enguia, enguia elétrica, muçum-de-orelha, pixundé, pixundu, pixunxu, ou, simplesmente, peixe-elétrico, embora não seja o único “peixe-elétrico” existente.

Típico da Amazônia (rios Amazonas e Orinoco), bem como dos rios do Mato Grosso, também encontra-se em quase toda América do Sul.

Essa é a homenagem que o blog faz a essa família, que por muito tempo abdicou das águas do Açude Ema, para matar a sede do povo floraniense.

Por Junior Galdino

Foto – Fazenda Puraqué por Junior Galdino

Foto – Peixe Puraquê por Steven G. Johnson

 

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