MÊS DE DEZEMBRO

OS DOZE MESES NO SERTÃO – Austregecílio Cruz (Cilim)

Dezembro há forte calor,

Muita festa e alegria,

O homem se delicia

Com os frutos do seu labor.

Concluídos os seus afazeres

Canta, bebe e sambeia,

Leva  então a vida cheia

De diversões e prazeres.

(Extraído do livro “Flôres do Seridó- Um retrato poético de Cilim”)
Postagem: Domingos Toscano
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MÊS DE NOVEMBRO

OS DOZE MESES NO SERTÃO – Austregecílio Cruz (Cilim)

Foto: tião Lucena

Em novembro, na azul serra,

Erguem-se rolos de fumaça

Enchendo de encanto e graça

O horizonte da “terra”.

É queimada acapoeira

Pelas chamas invadida…

Montruosíssima fogueira.

(Extraído do livro “Flôres do Seridó- Um retrato poético de Cilim”)
Postagem: Domingos Toscano

OUTUBRO

OS DOZE MESES NO SERTÃO – Austregecílio Cruz (Cilim)

Seu Lira transportando o algodão da época

A SAFRA DE ALGODÃO

EM OUTUBRO É CONCLUÍDA

E LOGO APÓS VENDIDA

DO MORADOR AO PATRÃO.

TRABALHADOR RICO OU POBRE

NÃO SENDO ESBANJADOR,

TIRA BOM SALDO A FAVOR

E METE-SE LOGO NO “COBRE”.

(Extraído do livro “Flôres do Seridó- Um retrato poético de Cilim”)
Postagem: Domingos Toscano

SETEMBRO

OS DOZE MESES NO SERTÃO – Austregecílio Cruz (Cilim)

Setembro é o mês das flores

Ganha a primavera vida

As árvores todas floridas

Exalam sutis odores.

A quixabeira e a jurema

Perfumam o sertão inteiro

Excitada pelo cheiro

Canta alto a seriema.

O mufumbo e o pereiro

desatam do peito o nó

São flores que encantam a vida

São flores do seridó.

Postagem: Domingos Toscano

MÊS DE AGOSTO

OS DOZE MESES NO SERTÃO –Austregecílio Cruz(Cilim)

Em Agosto o algodão
aberto ao calor do sol,
qual gigantesco “lençol”
cobrindo todo o Sertão.
Mês das núpcias da serpente,
ninguém quer se arriscar
a contratar casamento.
 
(Extraído do livro “Flôres do Seridó- Um retrato poético de Cilim”)
Postagem: Domingos Toscano