AS RUÍNAS DO OURO BRANCO ( SÍTIO FECHADO DE JOÃO SILVA)

Em meados do século XX vivemos o auge do cultivo do algodão no Rio Grande do Norte. Na então Região do Seridó, tivemos várias cidades produtoras dessa cultura, entre elas a nossa querida Florânia. 

Casa de Fernando Dois Ouro e Cícera Toscano

Casa de Fernando Dois Ouro e Cícera Toscano, bugi
foto: Graça Azevêdo

Neste artigo me reporto mais especificamente as minhas origens, os sítios Bugi e Fechado de propriedade do senhor João Silva grande latifundiário de então, produtor de algodão e que era povoado em sua maioria pela família Toscano.

Nosso algodão era vendido para Jardim do Seridó onde a fábrica descaroçava, isto é, retirava a semente da pluma, prensava e em fardos era exportado para outros centros industriais do Brasil e do exterior.

Essa cultura gerava renda para inúmeros agricultores que trabalhavam nas terras dos grandes latifundiários em forma de renda conhecida como terça.

Com a decadência da economia algodoeira, por fatores como a concorrência de mercados e o aparecimento de várias pragas, por exemplo, o bicudo, a grande maioria dos fazendeiros venderam suas terras ou passaram a usá-las exclusivamente para a pecuária o que provocou o êxodo rural em nosso município.

Com isso os moradores do Bugi e Fechado migram para a cidade, outros partiram em busca de novos sonhos por esse Brasil a fora.

Hoje restam apenas as ruínas de uma época em que o algodão era conhecido como o ouro branco do Sertão.

 

Foto: Graça Azevêdo

Ruínas das casas de José de Tibúrcio e Miguel de Tibúrcio.

Essa é apenas mais uma história das muitas e belas histórias que compõem as COISAS DE FLORÂNIA.

Por Didi Toscano

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