AS SERESTAS DAS NOSSAS COISAS

Reportagem publicada na revista PREÁ da Fundação José Augusto(Ano 2006).

Postada por Junior Galdino.

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ANIVERSÁRIO DE RAUL SEIXAS

Se fosse vivo Raul seixas teria completado 66 anos no último dia 28 de junho. Vamos relembrar um pouco de sua trajetória por esse planeta:

O ano é 1945. O ano que soltaram a bomba atômica. Foi no dia 28 de junho que Raul Santos Seixas chegou neste planeta. Filho de Dona Maria Eugênia Santos Seixas com o engenheiro ferroviário Raul Varella Seixas, nascido na capital da Bahia, Salvador.

Eu tinha dois ideais: ser cantor ou ser escritor. Esses dois ideais seguiram comigo paralelamente durante toda minha formação. Que são a música e a literatura.

Em 1962 , com 17 anos, monta sua primeira banda de Rock, com o nome Relâmpagos do Rock junto de Décio Gama e Thildo e segue uma carreira cheia de aventuras até seu ´´ultimo trabalho o LP , A Panela do Diabo , para a Warner , desta vez com o nome da dupla na capa (Raul Seixas e Marcelo Nova). Raul já estava mal , tanto na saúde como na situação financeira.

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Era uma manhã de sol do dia 21 de agosto de 1989, segunda-feira, nove horas. Dalva Borges da Silva, empregada de Raul, chega ao apartamento n° 1003 do Edifício Aliança, zona central de São Paulo, e encontra Raul Seixas morto sobre a cama. Dalva imediatamente comunica o médico e a família de Raul. A notícia se espalha e logo as emissoras de rádio e TV divulgam o fato e milhares de fãs, amigos e jornalistas dirigem-se ao prédio onde Raulzito residia. Raul Seixas havia falecido duas horas antes da chegada de Dalva ao apartamento, de parada cardíaca causada pela pancreatite de que sofria há uma década. O corpo é levado para o Palácio das Convenções do Anhembi e dali seguiu para Salvador, onde foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade.

Hoje fala-se muito de Raul Seixas. A grandeza de sua obra começa a receber a atenção que sempre mereceu. O número de fãs aumenta a cada dia e obra de Raul Seixas, cada vez mais, parece ser eterna. Pois suas músicas sempre serão atuais, por mais que o tempo passe.

Dedico esse post a todos os fãs de Raul por esse Brasil a fora e em especial aos que fazem as “coisas de Florânia”, abro aqui uma lacuna pro grande maluco beleza de Florânia,  Júnior Izo.

Por Domingos Toscano.

O RETORNO DA DIFUSORA – A VOZ DO MUNICÍPIO

Nos anos 70 e início dos anos 80, surgem e funcionam outras difusoras como a da Matriz de São Sebastião e o Serviço de Som Ave-Maria (de propriedade particular do saudoso Pe. Sinval). Todavia, com características e sucessos peculiares para cada seguimento ao qual se destinavam cada difusora dessa época. Esse também foi um período que marcou muito os floranienses.

Em meados dos anos 80, a prefeitura municipal reabre a DIFUSORA MUNICIPAL com o programa Ofertas Musicais.

Foto – Equipamentos utilizados no Cinema do Padre.

Desta vez a televisão, o rádio e o Cinema Pio XI (o Cinema do Padre) já faziam parte do cotidiano sociocultural floraniense. Mesmo assim a Difusora ganhou novamente notoriedade entre a população. Foram permanecidos os programas Ofertas Musicais e Oferecimentos do Dia, além de prestação de utilidade pública. O programa Astros Que Brilham não voltou mais a ser exibido nessa nova programação.

Imagem retirada do Jornal Bugi de outubro de 1980.

Nos bastidores da comunicação, nesse retorno da Difusora, estavam Seu Manoel Nazareno, auxiliado por sua filha Maria das Graças, os locutores Reginaldo Toscano (Réu como é conhecido), Leniel Fernandes (hoje Leniel Produções) e a inconfundível Francisca Costa (Cocota), que sempre estava sendo auxiliada por Deda de Seu Chico Delmiro, Betinha Rozendo e Iara Cruz.

Foto montagem dos locutores: Cocota, Zé Damasceno, Reginaldo Toscano, Leniel Fernandes e Seu Manoel Nazareno.

Durante uma década, de 1984 a 1994, Seu Manoel Nazareno assumiu os trabalhos da Difusora A Voz do Município. No seu comando o programa Ofertas Musicais era apresentado diariamente das 09h00min às 10h30min. Cada oferta musical custava Cr$ 0,50 (cinquenta centavos) valor da moeda vigente na época. Toda arrecadação era revertida em benefício ao Clube de Mães Santa Inez.

Os pedidos geralmente eram escritos através de bilhetinhos. Alguns deles vinham com a escrita ruim, porém os de pedidos apaixonados eram muito bem elaborados gramaticalmente e desenhados com corações em torno das bordas do bilhete.

Os cantores mais solicitados eram: As Irmãs Galvão, Giliard, Paralamas do Sucesso, Biafra, Marquinhos Moura, Carlos Alexandre, João Mineiro e Marciano, Fernando Mendes, Roberto Carlos…

“COM VOCÊS, COCOTA! MARCANDO PRESENÇA NA VOZ DO MUNICÍPIO!”. Com esse inconfundível jargão, durante o período de 1986 a 1988, Cocota fazia a abertura do seu programa diário.

Foto – Deda de Seu Chico Delmiro(sentada), Betinha Rozendo(em pé) e Cocota lendo um oferecimento musical. (26/05/1988)

Simpatia, dinamismo e muito carisma era o segredo do sucesso no seu programa que, por sinal, era repleto de notícias, comentários, músicas oferecidas aos ouvintes e aniversariantes do dia.

Durante a época em que esteve à frente dos trabalhos da Difusora, Cocota era auxiliada por Deda de Seu Chico Delmiro, Betinha Rozendo e Iara Cruz.

O valor da música oferecida também era de Cr$ 0,50 (cinquenta centavos). Nesse período o valor do oferecimento musical era revertido para aquisição de discos/LP’s.

Uma das músicas mais pedidas e executadas era Meu Mel, do cantor Marquinhos Moura. “Meu mel não diga a Deus. Eu tenho tanto medo…” Todo jovem, adolescente ou casal apaixonado da época sabia, e tenho certeza de que sabe, até hoje, esse refrão que tocava demais na nossa Difusora. Outros sucessos também eram muito ouvidos como Deixa Eu Te Amar, do saudosíssimo cantor Agepê; Joana; Elba Ramalho; Beth Carvalho…

Infelizmente, hoje, não temos ao menos aquela simples, porém linda Ave-Maria lida todas as noites por Sílvio do Correio, na difusora da matriz.

Onde hoje é banheiro(porta aberta) do Mercado Municipal, funcionou a Difusora (1963 a 1969) e ao lado o antigo prédio da LBA, anos 80 e  início dos anos 90 funcionava  A Voz do Município.

Que fique aqui registrada com toda sua força nostálgica de ser, nessa página virtual e eletrônica, a nossa homenagem aos que fizeram parte dessa história magnífica e apaixonante de operar a máquina que produzia inúmeros sentimentos e grandes emoções aos floranienses.

SAI DO AR SUA DIFUSORA – A VOZ DO MUNICÍPIO!

 Por Junior Galdino