CARNAVAL SEM CARNAVAL

Minha nossa, não que eu queira ser um tanto quanto moralista, tampouco antiquado. Não me entendam mal, permitam-me tirar proveito da ocasião. A força das circunstâncias me dá uma incrível liberdade para isso. A possibilidade de frear o ímpeto ou os impulsos para viver um feriado de carnaval diferente me parece oportuno.

Por mais engraçado que pareça, alguns poucos serão uns privilegiados, agraciados até por receberem em suas mãos, por ver caírem em seus colos quatro dias intensos cheios de possibilidades abertas que trarão para suas vidas um rico arsenal de experiências.

Não estou falando das experiências que levam muitos ao vazio existencial. Não me refiro às experiências negativas que carregam pessoas para a ilusão. Não se trata de privar o sono de ninguém. Muito menos estimula ao desperdício financeiro. Longe das ressacas e dos enfados estafantes de noites, dias inteiros e mais noites atrás de trios elétricos ensurdecedores.

Ora, se não é nada disso que se espera de um carnaval, o que será afinal? Bem, inevitavelmente é carnaval! Trata-se de um feriado com força de lei presente no calendário anual de todos os brasileiros. Não necessariamente um carnaval igual para todos. Não estamos obrigados a viver um carnaval homogêneo. Daí, abre-se um leque numeroso de boas e saudáveis opções de se viver um carnaval sem carnaval. Entende? Não? Explico-me…

Antes, quero provocar sua imaginação e criatividade. Vamos, o que você faria num carnaval, isto é, num feriado de carnaval sem carnaval? Depois que você discriminar ou selecionar as suas escolhas procure visualizar suas vantagens e desvantagens, o quanto ganhou ao viver um carnaval diferente.

Enquanto você cria suas escolhas, vou imaginar as minhas:

Eu viajaria com minha família para visitar meus parentes. Faria um churrasquinho em casa para receber os amigos. Iria para um sítio relaxar, tomar banho de açude e deitar preguiçosamente numa rede, andar a cavalo. Subiria a serra do cajueiro, admirava a paisagem do mirante, comeria uma galinha caipira e dormiria à sombra das mangueiras e cajueiros. Participaria de um retiro cristão. Alugaria bastante filmes para assistir com a família. Aproveitaria o tempo para comer um pouco mais da culinária da minha esposa. Colocaria em dia minhas leituras. Dormiria um pouco mais tarde para aproveitar a internet, e daria asas à imaginação para escrever tal qual me ocorre agora.

Agir assim abre um precedente para dizer que o que vale no tempo é sua duração. Como duraria o tempo! De qualquer modo, os quatro dias passarão para qualquer um. No entanto, para mim duraria mais. Não perderia o tempo como o fez Sansão que trocou uma vida inteira de lucidez por uma noite apenas de escuridão. A vida é dom de Deus!

Garanto a você que, ao viver um carnaval sem carnaval, não matará a si mesmo, mas as conspirações de uma cultura do prazer desmedido, do consumo desnecessário e do desperdício da qualidade de vida. Oportunize esses dias para viver melhor com saúde, alegria verdadeira e muito, muito mais otimismo, em que reine a paz espiritual. Seja feliz e cuide do seu interior!

Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”(Mc 8.36).

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

Licenciado em Filosofia pela UERN e Especialista pela UFRN.

Páginas na internet:

www.umasreflexoes.blogspot.com

www.chegadootempo.blogspot.com

www.twitter.com/filoflorania

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